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ESTUDO DO SEBRAE REVELA QUE PEQUENOS NEGÓCIOS SERÃO OS MAIS AFETADOS
Mapeamento feito em Santa Catarina mostra que 74% dos pequenos negó-cios catarinenses estão sendo impactados pela pandemia.
Moda, varejo tradicional, alimentação fora do lar, construção civil, beleza, logística e trans-portes e peças automotivas são os setores mais atingidos com os impactos da crise eco-nômica provocada pela pandemia Coronavírus em Santa Catarina. Esses são alguns dos resultados do estudo realizado pelo Sebrae/SC, que estima ainda prejuízos em mais de 583 mil empresas que atuam nessas categorias dentro território catarinense.
O estudo também aponta que no Estado há 785.147 negócios formalizados, entre mi-croempresas (MEs), pequenos negócios e microempreendedores individuais (MEIs). Des-se número, 583.073 sofrerão diretamente, o que corresponde a 74% dos negócios. O res-taurante da família de Luiz Daniel Sanches da Silveira, em Balneário Piçarras, vai ao en-contro das estimativas do Sebrae/SC.
Desde que a quarentena foi imposta pelo Governo do Estado, o empresário soma prejuí-zos. "Perda de pelo menos 37,7% da receita bruta no mês de março e mínimo 50% no mês de abril". Eles conseguiram amenizar as perdas através do serviço de delivery, mas tiveram que reduzir adotar medidas administrativas.
"Férias de 30 dias para 25% dos funcionários, férias coletivas para 60% dos funcionários e duas demissões por enquanto", acrescentou. Caso o cenário estadual não se altere dentro dos próximos dias, Luiz Daniel não descarta "mais demissões". Na visão do Sebrae, o planejamento financeiro será fundamental para nortear as decisões dos empreendedores, principalmente com base na análise de quanto a recessão afetará seu negócio.
"As orientações transmitidas aos empresários são de proteger seus colaboradores, de rea-valiar as estratégias do negócio que precisará fazer adaptações, de aproveitar capacita-ções gratuitas e de adotar medidas de proteção ao caixa, com planejamento financeiro, pois a longevidade ou a transformação do empreendimento dependerá da disponibilidade de recursos", analisa o gerente regional do Sebrae/SC, Enio Albérto Parmeggiani.
O Sebrae/SC tem agido para prestar orientações práticas aos empresários e contribuir com a redução dos reflexos econômicos da doença sobre as micro e pequenas empresas. "Precisamos cuidar da sobrevivência dos pequenos negócios, uma vez que são eles quem garantem a geração de emprego e têm maior capacidade de se adaptar e se reinventar para enfrentar esse momento", comenta o diretor superintendente do Sebrae/SC, Carlos Henrique Ramos Fonseca.
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