Foto: Redes Sociais (Divulgação)
Luiz Eduardo da Paixão, 39 anos, e Victoria Andrade Daronco, 24, foram atropelados em dezembro de 2024 na RSC-481, rodovia que liga os municípios de Cruz Alta e Boa Vista do Incra.
O réu Jucemar Soares Campos, 45 anos, foi absolvido pelo Tribunal do Júri da acusação de atropelar e matar dois ciclistas na RSC-481, em Boa Vista do Incra, em dezembro de 2024. A decisão foi tomada pelos jurados na noite de terça-feira (2), após um dia de julgamento realizado em Cruz Alta. Campos respondia por duplo homicídio com dolo eventual, qualificado pelo uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas. Ele era acusado pela morte de Luiz Eduardo da Paixão, 39 anos, e Victoria Daronco, 24, atingidos enquanto pedalavam pela rodovia.
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Ao longo da sessão, nove testemunhas foram ouvidas, sendo cinco de acusação e quatro de defesa. O próprio réu também foi interrogado em plenário. Após a absolvição, os advogados de defesa Gustavo Segala, Sabrina Ritter e Tiago Bataglin afirmaram que o resultado foi possível porque "a comunidade e, principalmente, os jurados tiveram acesso a todos os fatos e documentos do processo".
Já o Ministério Público informou que recorrerá da decisão. Segundo a promotora de Justiça Amanda Giovanaz, o veredicto é "manifestamente contrário à prova dos autos".
O caso
O acidente ocorreu na manhã de 28 de dezembro de 2024, na RSC-481, rodovia que liga Cruz Alta a Boa Vista do Incra. Conforme a denúncia do Ministério Público, Luiz Eduardo e Victoria trafegavam de bicicleta pelo acostamento, no sentido Cruz Alta–Boa Vista do Incra, quando foram atingidos por um Volkswagen Polo conduzido pelo acusado. Para a acusação, Campos assumiu o risco de provocar as mortes ao dirigir em alta velocidade e sob efeito de álcool. O Ministério Público sustentou que a colisão ocorreu na parte traseira das bicicletas, atingindo as vítimas pelas costas.
Luiz Eduardo morreu no local. Victoria chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. O casal morava em Cruz Alta. Luiz Eduardo atuava como professor de artes marciais e trabalhava em academias da cidade. Victoria era educadora e servidora da prefeitura de Cruz Alta. Campos estava preso preventivamente desde a época do atropelamento e foi julgado em sessão presidida pelo juiz João Vitor Pomilio de Marchi, titular da 1ª Vara Criminal de Cruz Alta.