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SAÚDE

DIABETES GESTACIONAL: TODO CUIDADO É POUCO

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a prevalência de hiperglicemia na gestação tem apresentado constante elevação nas últimas décadas, atingindo 15,8% das gestações de nascidos vivos no último ano, trazendo complicações metabólicas a longo prazo e riscos para a gestante e o bebê. Assim, o diagnóstico prévio de diabetes gestacional mostra-se um fator de risco para o desenvolvimento de diabetes tipo 2 na vida adulta, sendo necessário o rastreamento pós-parto para identificar aqueles com maior risco de progressão e introduzir estratégias de prevenção da doença.

Durante a gravidez, para permitir o desenvolvimento do bebê, a gestante passa por mudanças em seu equilíbrio hormonal. A placenta, por exemplo, é uma fonte importante de hormônios que reduzem a ação da insulina, responsável pela captação e utilização da glicose pelo corpo. O pâncreas, consequentemente, aumenta a produção de insulina para compensar este quadro. 

O hiperinsulinismo fetal induzido pela hiperglicemia materna faz aumentar o risco da hipoglicemia neonatal, pois o fluxo contínuo de glicose reduz bruscamente a disponibilidade de energia para o recém-nascido. Destaca-se que a hipoglicemia neonatal pode resultar em déficits neurológicos a longo prazo, bem como, quando o bebê é exposto a grandes quantidades de glicose ainda no ambiente intra-uterino, há maior risco de crescimento excessivo (macrossomia fetal) e, consequentemente, partos traumático e até diabetes na vida adulta. 

A diabetes gestacional representa uma preocupação para os serviços de saúde, devido às complicações à gestante e ao bebê. Como forma de prevenção estão o acompanhamento no pré-natal e o pós-parto para diminuição de riscos. Esse é um assunto sério e que pode mudar a forma de viver de mães e bebês.

Como controlar?

O controle do diabetes gestacional é feito na maioria das vezes através de uma orientação nutricional adequada. A gestante necessita ajustar para cada período da gravidez as quantidades dos nutrientes. A prática de atividade física é uma medida de grande eficácia para redução dos níveis glicêmicos. A atividade deve ser feita somente depois de avaliada se existe alguma contraindicação, como por exemplo, risco de trabalho de parto prematuro. 

Aquelas gestantes que não chegam a um controle adequado com dieta e atividade física tem indicação de associar uso de insulinoterapia. O uso da insulina é seguro durante a gestação e o objetivo é a normalização da glicose materna, ou seja, manter níveis antes das refeições menores que 95 mg/dl e 1 hora após as refeições menores que 140 mg/dl. É importante destacar que a maioria das gestações complicadas pelo diabetes, quando tratada de maneira adequada, irá ter um excelente desfecho e os bebês nascerão saudáveis. 

Aproximadamente 6 semanas após o parto a mulher que teve diabetes gestacional deve realizar um novo teste oral de tolerância a glicose, sem estar em uso de medicamentos antidiabéticos. O histórico de diabetes gestacional é um importante fator de risco para desenvolvimento de diabetes tipo 2 ao longo da vida adulta e na senilidade. O aleitamento materno pode reduzir o risco de desenvolvimento de diabetes permanente após o parto. O desenvolvimento de diabetes tipo 2 após o parto frequentemente é prevenido com a manutenção de uma alimentação balanceada e com a prática regular de atividades físicas.


 "Maria Fernanda Moog - Usina de Notícias" 

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