Réu confessa durante júri que matou companheira grávida e recebe pena de 105 anos em Cruz Alta

Réu confessa durante júri que matou companheira grávida e recebe pena de 105 anos em Cruz Alta

Foto: Arquivo Pessoal

homem acusado de matar a companheira grávida em Cruz Alta foi condenado a 105 anos de prisão em julgamento realizado na terça-feira (23). Durante a sessão, que durou cerca de 12 horas, o réu confessou o crime. A decisão dos jurados acolheu integralmente a denúncia apresentada pelo Ministério Público (MP).

Conforme informações do MP e da Rádio Cruz Alta, Thiago dos Santos da Silva, 34 anos, foi acusado de feminicídio, após matar sua companheira Jéssica Alf Pereira, 33 anos. O crime ocorreu em 2024. A vítima, estava grávida de seis semanas quando foi morta. De acordo com a acusação, o assassinato ocorreu na residência onde o casal vivia, no Bairro Abegay, em Cruz Alta.


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Durante a sessão, o réu chegou a prestar depoimento ao Conselho de Sentença por cerca de cinco minutos e, após uma conversa reservada com o advogado, retornou ao plenário para confessar o crime. Na ocasião, também pediu desculpas aos familiares da vítima. Com a confissão, o interrogatório foi encerrado antes da conclusão das perguntas previstas.

Os jurados reconheceram a prática de feminicídio e acolheram três qualificadoras e causas de aumento de pena sustentadas pela acusação, entre elas o fato de a vítima estar grávida, o emprego de meio cruel e a utilização de recurso que dificultou sua defesa. Na fixação da pena, o magistrado também considerou a reincidência criminal e o motivo torpe, além da atenuante decorrente da confissão.


Investigação

Conforme a investigação, o corpo de Jéssica Alf Pereira, 33 anos, foi encontrado no banheiro da residência do casal, por volta das 15h, em 11 de novembro de 2024. Inicialmente, o réu registrou o desaparecimento da companheira e chegou a indicar outras pessoas como possíveis suspeitas.

No entanto, o trabalho da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) identificou contradições na versão apresentada pelo acusado e apontou sua autoria no crime. Segundo o Ministério Público, Da Silva tinha conhecimento da gravidez da companheira e o feminicídio foi motivado por ciúmes.

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